A Procuradoria-Geral da República recebeu mais uma bomba no setor de protocolo no final da tarde dessa quarta-feira (06), na véspera do feriado da Independência. Segundo reportagem publicada pela versão online da Revista Veja, centenas de documentos, na forma de áudios, emails e mensagens de WhatsApp, sugerem que a JBS, ao contrário do que contou em sua delação, tentou comprar decisões em tribunais superiores em Brasília.

De acordo com a revista, são dezenas de conversas mantidas entre o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, e uma advogada que trabalha para a empresa, Renata Gerusa Prado de Araújo.

Conforme a Veja, na troca de mensagens, os dois traçam estratégias para obter decisões favoráveis a empresas do grupo, seja por meio de “pagamentos em espécie”, como eles próprios definem, seja por meio tráfico de influência, em processos sob relatoria de uma desembargadora federal, Maria do Carmo Cardoso, que vem a ser mãe da própria Renata, e de pelo menos três ministros do Superior Tribunal de Justiça: Napoleão Maia, Mauro Campbell e João Otávio Noronha.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here